Por Alberto Oliveira*:
Nós, da esquerda defensora da candidatura MOLON, passamos a sumir, como em 1968. Pelo menos, desta vez, de forma virtual.
Segundo Marx, "A história se repete. Primeiro vem o fato; depois a versão do fato". Sempre tive muitos amigos da geração 1968. Quando via Zuenir Ventura, o seguia para tentar beber do conhecimento dele.
Eu, um menino nascido no Leblon, vi no computador uma ferramenta para me libertar da "prisão domiciliar”. Através de uma ferramenta chamada Orkut...: um banco de pessoas, ao alcance de todos, para criarmos novas amizades.
Com o tempo comecei a criar comunidades e, em abril de 2007, chegou a hora de fazer uma para um amigo católico, que ganhou o nome de "Alessandro Molon Prefeito Rio". Queria vê-lo como candidato do PT para a prefeitura do Rio. Todos riam , pois não achavam que fosse possível. Mas a idéia foi ganhando adeptos e posso afirmar, sem dúvida, que a ferramenta foi instrumento precioso para que ele vencesse as prévias do Partido dos Trabalhadores.
A partir do dia 6 de junho, a Comunidade passou a se chamar "Alessandro Molon PT RJ" e chegou a mais de 750 membros. Então, pessoas que tinham a foto com adesivo do Molon começaram a desaparecer.
Para ver se a perseguição parava, tirei a minha foto adesivada (com o nome Alessandro Molon) e coloquei uma comum. Quando a foto adesivada retornou, a perseguição continuou. Nós, a esquerda, defensora da candidatura do MOLON, passamos a sumir, como em 1968. Pelo menos, desta vez , foi de forma virtual.
Agora caiu a companheira Dani Tristão, que ficou conhecida depois de uma criminosa tirar-lhe o dedo com uma mordida.
Até o Presidente Lula, na campanha de 2006, agradeceu aos Orkuteiros, o que nos encheu de orgulho. Agora, é hora de pedir a google: - Deixa a gente se expressar.
*Jornalista
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